segunda-feira, abril 21, 2008

Pingos Riscados no Negro da Noite

foto ensaio Cia. Corpos Nômades
OCUPADO PREOCUPADO / O ENTORNO DORMENTE
RISCO O MEDO NO DEDO
GATILHO

4 comentários:

Anônimo disse...

Eu falava que o mundo estava uma bosta, e ela sorria.
Eu dizia que tudo estava dando errado, ela sorria.
Eu falei que não conseguia mais dormir, ela, de olhos fechados, sorria.
Eu falando que não aguentava mais aquela cara de babaca, e ela sorria.
Eu chorando, cortando sua cara boba de satisfação, e ela sorria.

biamara disse...

naquela madrugada do último domingo de março sonhei que nasciam camélias de minha escuridão. caras e caras sobrepostas ao meu rosto proibem-me de dizer silêncios e outros emudecimentos, então eu grito rubro e relembro os dias em que tudo era carmim por dentro e eu pálida por fora - uma moça ruiva me cortou com uma história de uma estrangeira que morreu esvanecendo-se em sangue.

Anônimo disse...

Passos que cruzam a porta, passos que descruzam. Cruzam-descruzam, um cruza-descruza. De repente o sonho impulsiona, vai, cruza, desceaescadadegrausmuitossãocorrendo, aperta o peito.
Mas e a rua?
Ninguém pra ver que ele, enfim, agarrou-re com vontade à contraprodutividade, que ele agora lerá livros e jamais frequentará reuniões. Ninguém pra jogar cartas com ele às quatro da tarde e comer azeitonas.
Mas ele ainda não sabe.

Anônimo disse...

ontem vc tapou a boca e os olhos, não quis ver a mancha, nem a roupa no varal. calou-se e o silêncio murmurava um horror no teu rosto. esta filha de te veio não é nossa.