Este é o Blog oficial da Cia. Corpos Nômades, que foi criado em 2006. Funcionará novamente como nossa Sala de Ensaio Virtual. Como foi com o espetáculo "O Barulho Indiscreto da Chuva", onde as respostas poéticas inspiraram as coreodramaturgrafias. Agora com o HOSTEL PROJECT - novamente as postagens e os comentários servirão para a criação do novo espetáculo. Este projeto conta com o XIV Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo e a Cia. Corpos Nômades é patrocinada pela PETROBRAS
10 comentários:
brincadeira de menina
um dia de sol, sentada na janela sobre umas cobertas macias
começou com uma brincadeira
brincadeira de cavalo
um vovimento suave, um balanço
depois um gosto doce que subia do meio das pernas
uma descoberta
Ele aparou sutilmente pela rabiola e então deixou que ela seguisse livre, mesmo que partindo deixasse ele com todo o cerol na mão...
E depois de avoada ela rodopiou e no azul se perdeu tontamente, linda, branca, coberta pelo manto dele, deixando de lá do alto escapar quase que num sussurro para a felicidade de ambos que ele era o seu
t i g r ã o
lençol cama sangue e risadas ambientando o escuro.
"...e tudo isso foi no mês que vem"
atirei. pra doer. não sei se no alvo ou em mim.
sem óbitos. só mudas cicatrizes.
encostei meu pinto na chana dela enquanto o ... vigiava pela janela, depois eu quem vigiava e ... encostava o pinto na chana dela.
o que mais me (des)encanta, no entanto, na canção que (des)componho aqui, é o (des)encontro vida a vida
a primeira vez que ela transou ela tinha 15 anos
foi na festa do seu aniversário
quando ela transou pela primeira vez ela tinha 15 anos
eles beberam muito
eles foram para o banheiro
foi na festa do seu aniversário
ela estava fazendo 15 anos
eles não se beijaram
eles se agarraram muito
eles tinham bebido
ela gostava dele.
ela tinha 15 anos
depois ficom lembrando dele
do gosto dele
do cheiro dele
ela gostava dele
tinha 15 anos e leles beberam muito
eles não se beijaram
ela gostava dele
deu uma tremedeira por dentro de mim, coisa que não sei bem o que é... desconforta-me ver do meu lado, tão doce, tão esparramado. teu dengo comeu-me de surpresa e te paralisei no retrato. o sonho da noite passada, passei a limpo numa chupeta. não quero saber de mais nada. colchão e luz amarela, lingua nos dentes... céu...
Corpo.
� s� um corpo...
Pernas, cabelos, bra�os, olhos, l�bios, seios, umbigo, seios, pernas, entre as pernas... entre as pernas...
� s� um corpo.
J� � s� um corpo, sem alento, sem respira�o, sem vida.
J� � s� um corpo.
Apenas um corpo...
um corpo sem vida,
um corpo sem alma.
Corpo.
Um corpo.
S� um corpo!
S� um corpo?
Um corpo s�?!
Ser�?!!
n�o tive a primeira vez!
a carne abriu-se, como liberdade tão desejada.
e jorrou a vida por entre as pernas trêmulas de alívio, dor e felicidade.
sem maldade interrompeu-se a inocência...
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