quarta-feira, março 26, 2008

AS COISAS VÃO...

foto ensaio Cia. Corpos Nômades

AS COISAS VÊM...AS COISAS VÃO...AS COISAS ...VÃO E VÊM...NÃO EM VÃO..AS HORAS...VÃO E VÊM...NÃO EM VÃO O.A.

7 comentários:

biamara disse...

mas entre mim, meus vãos e o vão das horas acontecem as lembranças. nesse tempo em que não me vejo, eu conto os esquecimentos, escrevo em desenhos outros, ajudo meus amigos a re-fazer o nada e canto wisnik: a vida leva e traz, a vida faz e refaz, será que quer achar sua expressão mais simples...

Anônimo disse...

e eu que vim, nunca mais voltei para a origem, para o centro de nascimento.
passei do seu lado e arranquei um suspiro acumulado no peito. quando se jogou pro mundo a calça era rasgada, e a mãe comprava pão na vendinha.

Anônimo disse...

A gente sempre volta ao gene, ao ontem, sem parar de pensar no amanhã. Somos sempre e o tempo é quando. Nunca somos, quase todo tempo, estamos.

Anônimo disse...

refiz a trajet�ria pela avenida que fui embora. as linhas de suas palmas tornaram-me depressivo, colhi invejas no pomar de minha solid�o. tossi, tossi e pensei em turberculose. a avenida ambientava o inverno de junho, tentei jogar o travesseiro verde no lixo e voc� o encontrou no meu guarda-roupa.

biamara disse...

ainda assim pensamento poema ou canção alguma consola o vão aberto com a partida dos que ainda nem chegaram. não há boa hora para partir para quem fica na 11ª estação esperando por horas para ver cenas do bailarino que não mais acontecerá no jaboticabal.um dia então eu virei à Augusta 325 e o Lugar não mais será?

Thaíse disse...

Ela estava lá, e ali continuaria
fosse o tempo que fosse.
E numa volta das horas
foi que pude descobrir:
a Plenitude é muda.
E eu, que não sabia, a tinha chamado por Vazio.

Anônimo disse...

Vinha todo dia, na mesma hora. Quer água?
No primeiro dia, a patroa deprimida no piano, chorava a perda do marido. Se tinha morrido, se tinha fugido, ninguém sabe. Tinha sumido.
No segundo dia, o filho no chão, deitado de barriga pra cima. Achava que era a pessoa mais infeliz do mundo. Tinha seus motivos e perdia o dia a reclamá-los para si mesmo.
Mo terceiro dia, achou a filha, encaracolada em si mesma, tentando descobrir a própria sexualidade.
No quarto dia, não reparava mais no que faziam. APenas oferecia: quer água?