Este é o Blog oficial da Cia. Corpos Nômades, que foi criado em 2006. Funcionará novamente como nossa Sala de Ensaio Virtual. Como foi com o espetáculo "O Barulho Indiscreto da Chuva", onde as respostas poéticas inspiraram as coreodramaturgrafias. Agora com o HOSTEL PROJECT - novamente as postagens e os comentários servirão para a criação do novo espetáculo. Este projeto conta com o XIV Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo e a Cia. Corpos Nômades é patrocinada pela PETROBRAS
o corpo abandonado de si mesmo um estar sem rumo um ser criança solta no espaço brincando de coisas feias brincando sozinha uma criança velha estragada, gozando vagabundagem nem aí feliz
saltei imenso para fora, para fora de mim e encontrei sua canção no quarto e não era domingo, não. eram outros e mais outros. e os anos se passaram e sem saber como você me viu passar carregando sua mala.
aquilo que eu era já não sou mais feliz abandono às 4:48, disse alguém. mesmo assim continuo sendo. um eira nem beira solto na vida que vez ou outra encontra algum sentido.
Abandonado estava, e já que sabor mais não tinha, podia contar como glória o que na verdade era dor. Marcado na pele, nos ossos, no anseio e nos gestos. E se não há nada a fazer?
quando minha raz�o se deu conta, aquela beleza j� tinha sumido do meu mapa ocular numa depress�o euf�rica em mesa de bar. madrugada nada sedutora. - quarto vazio,... onde est� o sof�
"Dia a Dia Olhava nos olhos. Tinha de ser. Olhava não pelo simples ato de olhar, um olho no outro, uma distância enorme tomada como certa. Olhava e tomava a iniciativa de tal. Olhava e dizia com os olhos o que tinha de dizer. Por hora sorria. Noutras chorava. Tinha de ser. Às vezes há mais beleza em ser o outro. Há leveza em abdicar de si. Há pureza em saber que tudo ao redor constrói, mesmo que seja a marretadas pondo abaixo aquilo que muito custou. Olhava, ouvia, sentia. A voz embargada dos que sentem medo - o contrário do amor. Olhava nos olhos e acrescentava às palavras àsperas a ciência que é entender o outro como um reflexo de si. Como se fosse espelho. E no final, de estômagos doendo, ganha-se ganhando, quiçá perdendo. A vitória vem a cavalo. E é para todos."
sim. no âmbar ele era oco de todos. queria ouvir o que a língua, queria ver o que os elos, queria lamber o que olvido, queria tocar o que a lente, queria cheirar o que o peso, queria comer o que a luz. ele só queria só o que o chão só roeu só do só outro só. sim.
9 comentários:
o tempo em que desisti do outro do outro que sou eu
o corpo abandonado de si mesmo
um estar sem rumo
um ser criança solta no espaço
brincando de coisas feias
brincando sozinha
uma criança velha
estragada, gozando vagabundagem
nem aí
feliz
saltei imenso para fora, para fora de mim e encontrei sua canção no quarto e não era domingo, não.
eram outros e mais outros. e os anos se passaram e sem saber como você me viu passar carregando sua mala.
eu tirei de mim sozinha o que era meu.
eu tirei o escárnio com escárnio. encontrei do abandono o abandono. o máximo do abandono.
aquilo que eu era já não sou mais
feliz abandono
às 4:48, disse alguém.
mesmo assim continuo sendo.
um eira nem beira solto na vida
que vez ou outra encontra algum sentido.
Abandonado estava, e já que sabor mais não tinha, podia contar como glória o que na verdade era dor.
Marcado na pele, nos ossos, no anseio e nos gestos.
E se não há nada a fazer?
quando minha raz�o se deu conta, aquela beleza j� tinha sumido do meu mapa ocular numa depress�o euf�rica em mesa de bar.
madrugada nada sedutora.
- quarto vazio,... onde est� o sof�
"Dia a Dia
Olhava nos olhos. Tinha de ser. Olhava não pelo simples ato de olhar, um olho no outro, uma distância enorme tomada como certa. Olhava e tomava a iniciativa de tal. Olhava e dizia com os olhos o que tinha de dizer. Por hora sorria. Noutras chorava. Tinha de ser. Às vezes há mais beleza em ser o outro. Há leveza em abdicar de si. Há pureza em saber que tudo ao redor constrói, mesmo que seja a marretadas pondo abaixo aquilo que muito custou. Olhava, ouvia, sentia. A voz embargada dos que sentem medo - o contrário do amor. Olhava nos olhos e acrescentava às palavras àsperas a ciência que é entender o outro como um reflexo de si. Como se fosse espelho. E no final, de estômagos doendo, ganha-se ganhando, quiçá perdendo. A vitória vem a cavalo. E é para todos."
sim. no âmbar ele era oco de todos. queria ouvir o que a língua, queria ver o que os elos, queria lamber o que olvido, queria tocar o que a lente, queria cheirar o que o peso, queria comer o que a luz. ele só queria só o que o chão só roeu só do só outro só. sim.
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