A felicidade só é possível se compartilhada?
Este é o Blog oficial da Cia. Corpos Nômades, que foi criado em 2006. Funcionará novamente como nossa Sala de Ensaio Virtual. Como foi com o espetáculo "O Barulho Indiscreto da Chuva", onde as respostas poéticas inspiraram as coreodramaturgrafias. Agora com o HOSTEL PROJECT - novamente as postagens e os comentários servirão para a criação do novo espetáculo. Este projeto conta com o XIV Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo e a Cia. Corpos Nômades é patrocinada pela PETROBRAS
10 comentários:
o testemunho do outro para a dor ou o êxtase me faz integralmente dependente, se não no momento do ato, na memória dele. dependente se um ser qualquer com alguma relevância pra mim, um ente parede, cachorro, mãe ou blogspot.
esperava alguem que não chegava nunca
meu corpo pedia a presença dele
eu não via nada, tudo estava escuro de baixo do meu óculos
mas o desejo escorria pela pele e não encontrava acolhimento
tudo foi embora pelo ralo
preciso de solidão, preciso também do outro. se ficar só por muito tempo, me mordo. e esta palavra "felicidade", para mim é uma nuvem imensa cheia de insônias.
Existem pessoas que fazem questão de ficar sozinhas. Existem pessoas que são infelizes ao lado de outras pessoas. Minha tia por exemplo não suporta a compania de ninguém. Suporta a compania da mãe por interesse: porque assim ela tem conforto e estabilidade fonanceira. Tem casa. Tem herança. Mas ela não ama a mãe. não ama ninguém. não quer e não tem prazer nem felicidade com outra pessoa. só se for sozinha. Acho que as amigas dela na verdade não são amigas. percebe-se um tom bem distante. a felicidade para ela parece que só está num lugar acessível á ela própria. será que isso é felicidade? doença?
eu preciso de alguém para ser feliz. e na verdade descubro então que dá muito trabalho ser feliz. vc contrói a felicidade, ela não vem de graça.
Pensava que a felicidade podia ser contemplada da janela, que um dia o seu grande cavalheiro chegaria com a certeza da alegria, do conforto, da maravilha de enfim ser chamada de senhora, de ter seu par e poder com ele compartilhar todas aquelas coisas que sabia como verdades.
Mas como mais uma vida, sua esperança foi perdida e as verdades absolutas foram se tornando mentiras frágeis e incapazes de se manter como a ilusão que para ela serviria.
Hoje chora com a solidão que se apodera de uma infelicidade cumprida, de um corpo abandonado e esguio, pendendo nas margens das desilusões sofridas.
Eu sei que existimos. E tudo aquilo era inteiro. Todas aquelas emoções e dúvidas e perguntas eramos nós inteiras. E a separação também dá conta de nossa inteireza. E eu só me sinto existindo quando estou inteira. Quando posso saber daquilo que move o outro e compartilhar aquilo que me move também.
Tenho sentido agora o tempo as estações os pressentimentos o gosto do café com leite – puros e sem açúcar – o gosto matinal de pães com manteiga e sucos e vitaminas e milk-shakes que me dão imenso prazer.
se atravessar a porta e pisar no escuro,num buraco negro
e um girassol que ganhei no anivers�rio de 15 anos.
estarei feliz.
só...somente com alguém posso ser feliz na infelicidade, no escuro, de olhos abertos ou de braços fechados. A felicidade sempre depende de um interlocutor, nem que seja imaginário
...esperando chegar dentro de mim...acho que vou partir a procura...parado nao chegaras...
Postar um comentário