sexta-feira, novembro 03, 2006

Recorte, Conte, Corte, reconte


Terreno baldio, pé-de-cana, facão afiado, casca dura, corte no dedo, assoviar e chupar cana... Coisas doces que se amarguraram... O doce na boca o corte no dedo... o vermelho no verde... Lembra??Afie-se e nos conte?

11 comentários:

Anônimo disse...

Meu marido me amava e comia outra.
A outra era uma negra que eu odiava, brigava, fomos parar na delegacia numa tarde chuvosa, o quintal cheio de lama encheu-se de fofoqueiras cuidadoras da vida alheia - nunca tive ódio de ninguém (desejei sua morte muitas vezes ) -.
Fiz de tudo para ficar com ele. Fui nos terreiros e nas igrejas de todos os santos e exús.
Hoje moro com ele e temos um filho de 20 anos e ainda cultivo muitos sonhos.

Anônimo disse...

Meu pai aparece ensanguentado. Eu namorava na hora em que ele chegava. Meu namorado foi para debaixo da cama, e eu fingia que dormia. Dava pra ver da porta do quarto entreaberta ele todo ralado. Não sei porque eles não me falaram nada sobre, nunca me diziam nada mesmo, mas acredito ser coisa de futebol. Mas meu namorado teve que sair numa espécie de plano de fuga.
Só a noite quando meus entes dormiam.

Anônimo disse...

Não sou expert em blogs e não consegui contar a história assim mas aí vai
três cortes com sangue e dedos e braçoFoi o meu Dedo para a Pipa que não
saiu no Papel. Um Indicador esquerdo quase imovel para o violão que era
popular-erudito. O nervo exposto e o quase desmaio ao ver o sangue nada doce
que não foi sequer para a Boca. Para sentir movimento 4 pontos no dedo por
dentro, 4 pontos por fora, Nervo exposto suturado, pele suturada e dedo
digitando violão e teclado novamente.
Também foi o estilete do corte no braço do ciúme insensato que recebia
acusado de mentir. para provar a verdade 8 pontos no braço.
Também foi o canivete marcando a madeira a ser esculpida em pata de gato e a
pata incompleta cortou o dedo: Nenhum ponto, escondi a marca que até hoje
está no maior de todos dos dedos, do lado direito

Anônimo disse...

A cama desforrava o amanhecer de verão e forrou-me de raiva a sua saída sem avisar.
Aaaiii!!!! ciúmes nos meus dentes, que de mordê-lo doeu a cabeça por vários dias! DIASSSSS!!!!!!!!!!!!!
Pedro, não te perdôo!
Se vc souber, também não me perdoará!

Anônimo disse...

pare de brincar com faca que ela corta qualquer mundo, corta minha galáxia do presente e do futuro.
estou falto de futuro, só ouço no entoar do violão o samba de agora correndo por dentro da flor-da-pele, parece que foi afiada no meu nervo essa faca que você ousa brincar de cortar tudo que remeta dor. seremos cortados daqui, a qualquer momento, porisso estrangulo essa cobras que se aproximam de minha aldeia.
te peço, pare de brincar com faca!
para de brincar com faca!

Anônimo disse...

Meu nome pode ser: Norberto, Gustavo, Daniela, Joityn ou nenhum.
Posso escrever tudo que me assalta, me abusa, me mata. Posso entregar meus crimes, meu guarda-roupa.
Na frente da boate encontrei jean genet que me olhou feio e disse que adorava pessoas como eu e que naquele momento queria me possuir. Medrei ao ouví-lo tão afoito.
O rosto de quase harmonia saltava um misto de carinho e horror.
No hotel, depois da transa, não quis me pagar, rasgou me todo/toda e sem que percebesse navalhei primeiro o braço direito. Sua fúria vermelhou a cara bufante até vir pra cima de mim gritando. Se eu deixasse seria a minha partida

Anônimo disse...

As folhas de maracujá farfalhavam enquanto a conversa rolava e a cara se metamorfoseava entre o pálido e o vermelho.
Sua afasia metia medo de algo surgir como uma mágica trágica.
Finalmente os lábios trêmulos e incontidos, se molharam de saliva, proferiram uma canção amarrada a muito tempo.
Por pouco não estou aqui para contar de sua navalha no braço, nas costas, na orelha.

Anônimo disse...

Todo sábado ela mata galinha
a faca no pescoço
o sangue na bacia
a água ferve para o depenar ser menos trabalhoso

o menino que fui dizia
"vou comer a asa, pra quando eu crescer, eu possa voar"

Mariana Mantovani disse...

eu tinha uns seis anos e jogava aviãozinho de papel pela sacada. era tarde pra uma criança de seis anos, mas a avó postiça nem devia gostar de mim. tinha um meio irmão postiço de nome Gabriel, eu acho. Quando entrei pra produzir mais 14-Bizes, ele deve ter fechado a porta de vidro. E fui com tudo, toda velocidade e ímpeto de quem tem a euforia de poder estar acordada até tarde e se divertindo com coisas assim como são as crianças. Fui pela porta fechada de vidro e consegui ultrapassá-la. Lembro do rosto de pânico da minha mãe quando chegou e me viu enrolada num lençol branco manchado de sangue. Nem foi nada,um pedaço de vidro fincado na perna da criaturinha e alguns muitos arranhões. Mas a velha me bota num lençol branco(!!!!). Hoje duas miúdas cicatrizes na coxa grossa.







Vontade que eu tinha de passar lentamente uma folha de papel chamex na horizontal por entre os lábios de alguém. cortar fininho e arder.
arrepio de ruim.

Anônimo disse...

Nas paredes esburacadas moravam ratos que trocavam idéias quando o escuro silenciava os moradores da casa. Um rato ansioso resolveu quebrar o código de sobrevivência, por certo, devia ter brigado com os seus ou estava faminto. Um dos moradores fumava cachimbo, outro fazia feijão, bolinhas de gude no chão, o moleque não estava na rua.
O famoso T. conhecido por seus surtos de feitiçarias e incensos no corredor; foi nos visitar e pedir a benção para vó. Ao chegar na porta, como que atingido por um barulho incomum, semelhou logo a linguagem do esgoto. Em silêncio, pediu benção pra vó, pediu a faca, perguntou da ratoeira e onde tinha buraco que interliga-se a outro corredor, eu apontei com o dedo para debaixo da cama. Preparamos a armadilha colocando um pedaço de costela na frente do buraco. Enquanto eu via o buraco agachado, o T. segurava a faca por cima do buraco. No surgir do pescoço do bichinho sujo cheirando o chão, a guilhotina do feiticeiro foi bem certeira no intento de assassinar.

Anônimo disse...

a porrada que ele me deu na cara!
inesperada
nunca pensei que isto pudesse acontecer comigo
conosco
hoje essa lembrança está enterrada no terreno baldio lá de casa