
O mentiroso Jean Cocteau!
Omitir ou mentir!?
Toda vez que eu amo,
digo que não amo
e quando eu não amo digo que amo!!
As conseqüências são terríveis!!
Fico confuso, cheio de dedos,
mãos e toques.
Faço a barba, me depilo,
leio um livro,
corto o cabelo, fumo,
escrevo, me enrolo...
foto montagem sobre imagem de Philip Halsman
25 comentários:
Aqui; não sei ser o que sou
Não sei ser o que quero
Perdido nesse medo irracional
Tento acima de tudo ser sincero.
rogério, é difícil ser sincero nesse mundo povoado de falsas caras e palavras. esse mundo, esse bairro, essa cidade precisa mais da mentira! ela se criou na estrutura da mentira e até a verdade tem rosto de mentira!precisa dizer que tá tudo bem! se vc disser a verdade na cara, pode crer que tu serás condenado ao isolamento. quando fui sincero tomei na cara, e de tanta sinceridade, vc já pode imaginar como o cimento de minha estrutura cresceu. não consigo mais dizer o que sinto!!! se ouso ser transparente, o coração dispara, a respiração encurta, a garganta fecha, a mão sua, a voz se entrecorta, o olho se desvia pro vazio!!!
sendo assim, nunca mais direi a verdade pra ninguém, esse buraco que em mim é escuro.
barulho, fome, sono, pulsão... se sentir é ser sincero com vc e com o mundo!!!
Não saber sentir????
Vida! Viva! Vivo!
Sim , estamos encharcados de mentiras indiscretas mas deixar que ela se torne um medo, e assistir ela atuar, transforma 'as vidas' em uma tempestade de lágrimas!
e aí, nos restará apenas lamentações...
roubei o chocolate da vendinha
a vendinha era do Pedro
o Pedro nunca soube
e não saberá.
Pedro
se algum dia você ler
estes versos desconexos
saberá que alguém roubou
um tablete de laka
quando tu foi atender o telefone
extasiado
comi o tablete de uma vez
talvez tu tenha mandado
uma dor de barriga.
quantas vezes menti pra ti, só para ter o que conversar e encher-nos de fantasia a infância entre sampa e campinas. as bicicletas pelas ruas, passar debaixo das catracas e nossas brigas e minhas impotências e meus machucados... faziam parte, é claro.
mas o circo me animou tanto, que com você, me senti um criador.
cada mentira que contava, mais ouvido vc me dava, era como se eu fosse um brinquedo de corda.
bom, a mentira, como tá no senso-comum, caiu, no portão daquela tarde, junto na frente da cida!
meu amor platônico.
Realmente lamento que existam tantos mentirosos declarados que se declaram mentirosos, só virtualmente! Absurdo,né?! Tá certo que o mundo se transforma, que tá difícil que tá isso e aquilo. Poxa, in-su-por-tá-vel tá de andar e se deparar com mentirinhas mascaradas de verdades, e ainda ri de quem te diz algo de seriedade. depois dessa não falo mais nada.
Debaixo de mentiras vivi.
O engano só se soube quando morri.
A cabeleira crescendo sem parar, coçava as costas quando sem camisa, descia pelas avenidas das cervicais ganhando a lombar e a bunda e descia pelas pernas, pela batata da perna, no calcanhar que pisava na grande avenida tomada pela cabeluda sufocada, emaranhada e cheia de piolhos, tufos de repolhos, despachos da quadrilha olho-gordo, com-chaves para as portas do céu, estruturas de aço mole; ruínas que o mundo engole.
Perdi o dedo esquerdo da mão direita. Meu pai abandonou-me no tempo em que a política, os sexos, as religiões e literaturas eram de guerra.
Dona Lígia quis meu corpo para santo e as veredas de minha sina deram nó nos passos quando a tesoura da benzedeira caiu no pé direito mirando o esquerdo, denunciando notas baixas em matemática.
Dei café pra São Benedito.
Três pulinhos pra São Longuinho.
Cicatrizes acima do peito a algum orixá.
Madrugadas para Nietzsche.
A verdade pra você.
A mentira pra eles que não são eus.
E o dia que o sol não estiver e o ouvido ouvir o que não sai da boca,naquela tarde cara a cara com você na sala, o sol queimando o telhado e molhando o sovaco.
Como não tava com saco, te xinguei daquele jeito, seu silêncio me doeu.
A mentira me tira do sério, a verdade me faz sincero, me deixa puto, me descabelo. A mentira é meu monstro da fuga. Sempre quando fujo me sinto sujo.
olhos em maremoto - a garganta incha vômitos de sapos espalhados pela cidade. um braço despenca numa fuga, o outro também. a perna não tem joelho. a mentira é cotó.
se houve mentira você soube e eu não sei, se houve verdade o amanhecer mentiu pra ti e pra mim.
se houve quem nos dissesse do aperto de mão, de alguma negação ou a falta de tesão: a laranja e o kiwi foi um sonho que sonhamos juntos, que saltamos mundos.
pela manhã o ir trabalhar é triste, é alegre, é preguiça. é a mente em desconexão, o pé no chão, a perturbação que nos valha a entrega do plasma e a pele estimulada ensolara a falta de uma sandália.
será que você disse o que queria dizer? ou travestiu outra verdade para esconder a tal? como alguém escreveu no texto acima:
"- a mentira é coto."
nasci na rua das flores, 28.
toda manhã ouvia a voz, na panela, de minha avó falecida. - a comida sairá ao meio dia e quem não comer nessa hora não comerá comida quente depois. a rua das flores nào tinha nada de flores. o asfalto me ralou muito o dedào, a canela. a rua das flores poderia ser um sonho mas não o é. a rua das flores passou por mim ou por você? a rua das flores não existe, não existiu.
"Dizer é um ato, sentir é um fato."
Clarice Lispector.
Podemos mentir qualquer coisa, sempre, eu mesma sou uma grande mentirosa, acho que me tornei atriz também por isso... Quando criança adorava inventar histórias absurdas para os meus coleguinhas, sempre inventava que o meu pai era isso, era aquilo... Mas eu sabia o que ele era, ou pelo menos o que ele me dizia que era...
Na adolescência, adora ver os meus namorados ou afins ficarem com ciúmes, inventava alguma situação, era tão divertido!
E brincar de Barbie! Nossa! Eu era várias, era todas que eu queria!
Que nem agora, só que agora, é um pouco mais de verdade.
Uma mentira pode ser sincera, e, inclusive, bem melhor que a verdade. Algumas vezes pedi para um amor (grande e dolorido amor que tive) mentir pra mim. E eu acreditei, precisava daquilo naquele momento. Depois passou, tudo passa...
Mais uma citação, dessa vez do maravilhoso mentiroso Mário Quintana:
"Em cada verso meu há um pouco de mim, cada um de meus versos não passam de um pequena confissão."
criação intensionada,
aumento mas não invento
desproporção
uma grande vontade oculta
uma prisão para a verdade
teatro
fuga
preguiça
desculpa esfarrapada
é a verdade.
Considera-se sincera, super sincera. uma sincerista, como já disse um alguém a quem queria bem.
mas se pega escondendo, manipulando, fingindo coisas a si mesma diversas vezes em favor de uma verdade para outros. e aquela pureza toda que acreditava ter em seu coraçãozinho de meu deus fica turva e mentirosa.
E escreve em terceira pessoa.
Vendo tantas palavras soltas e vagando por circuitos cuja memória não se sabe onde está e nem se pretende almejar final,.. vão se ai pela eletricidade descobrindo e repercutindo pelo mundo,...
de um comentário anterior me lembro de clarice lispector e de uma frase quase igual a citada, mas algo muda e adentra uma dimensão mais rarefeita:
"Pensar é um ato, Sentir é um fato" C.L.
Quem comanda os sentimentos? Será que ele mente? os fatos?
mentir, eis a necessidade de me livrar! Do que?
um ser de defesas musculares e psiquicas... quicas... quicas
minha psicologia na lógica que por aqui neste mundo me cria
para ser um monstro de consumo
que consumou um ato
fumou um fato
e trouxe um feto
para a contabilidade do pessimismo de mais gente pra mentir
pra manter
você
assim
poluída.
Palavras.
apenas?
- mãe, vou comprar carne.
(não vou comprar carne)
"não quero comprar, no entanto, esquecerei".
mentiras????
às vezes são necessárias
salvam
Cola no corpo saliva e entranhas
o que é meu e o que não me pertence
Aposto, jogo, brinco e sou adulto.
sim, passou.
o tempo a aparência a mesmice transformou naquilo que não queria ser.
vai e leva consigo até onde o provocado inconciente limita.
para esquecer.
Mentiras?????????????
verdades?????????
mentira não salva coisa nenhuma!!!!
a verdade muito menos!!!!!
o que estiver mais próximo da vida eu prefiro.
a verdade é uma poca de sangue que escorre pelo rosto e não estanca jamais.
a mentira é minha cara de apatia que se esconde na razão e nas palavras.
sou verdadeiro.
sou mentiroso.
um porco condenado ao matadouro.
Postar um comentário